NOTA DE REPÚDIO

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

CONSIDERANDO que dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente as considera como prioridade absoluta e para tanto rege-se pelos objetivos da proteção integral das mesmas, além de estabelecer gradualmente a responsabilidade dos que a têm: Família,  Comunidade,  Sociedade em geral e Poder Público e que acrescenta: nenhuma criança ou adolescente pode ser vítima de qualquer forma de discriminação, exploração, crueldade e, muito menos, tratamento como objeto, é um ser humano em desenvolvimento físico, psicológico, social e moral;

CONSIDERANDO a deveras lamentável realidade social brasileira como omissa e protagonista de um número expressivo de crianças e adolescentes que não têm oportunidade de crescer no seio de sua família biológica, vítimas de negligência dos responsáveis pela sua mesma proteção, maus tratos de todos os gêneros e formas, exploração sexual  e pecuniária, que não são únicos. Ao Poder Público restou obrigação de assumir o papel de promovente das garantias constitucionais e legais  de cuidar dessas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade,  criou Abrigos Institucionais e regulamentou congêneres;

CONSIDERANDO que  não é preciso ser profissional em áreas humanas para entender que a criança e o adolescente abrigados se originam de situação de extremo sofrimento e violação de seus direitos, e por isso, abalados emocionalmente e psicologicamente, o que se intensifica com o passar do tempo de permanência sob tais cuidados, ou seja, longe do seio de uma família. Assim sendo, inverossímil fomentar a expectativa de que exposição numa parcela resulte em imediata adoção.  Só a convivência do dia a dia despertará o amor. Impondo-se perguntar: o que será daquelas(es) que não forem escolhidas(os)?

ANTE O EXPOSTO, a Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica-ABMCJ, entidade que representa cerca de duas mil associadas em todo País, com a finalidade de promover a luta pela igualdade de gênero e o avanço da mulher no mercado de trabalho, alinhada com o rompimento de barreiras para construção de uma sociedade isenta de descriminação, violência, autoritarismo e arbítrio, vem a público manifestar o seu veemente repúdio ao evento denominado “Adoção na Passarela” realizado no último 21 de maio do corrente ano, num shopping Center da cidade de Cuiabá-MT, com o intuito de promover a intitulada “Adoção Tardia”, posto que considera violação aos direitos fundamentais da Criança e do Adolescente.

Portaria n. 15/ 2019 – ABMCJ

Goiânia, 25 de maio de 2019

Laudelina Inácio da Silva
Presidente Nacional da Abmcj

Dra Ana Emilia Brasil Sotero
Presidente ABMCJMT

Compartilhar:

Comentários encerrados!

PortugueseEnglishSpanishItalianFrench